Morada:  Rua das Portas de Santo Antão, nº 17-19

Telefone: 21 342 47 89

E-mail:  info@barretogoncalves.com

Fundadores: Alberto Tomás Barreto, Artur de Brito e Américo Gonçalves

Proprietários actuais: Joana Barreto Leitão e Nuno Ruas Neto

Artigos: Ourivesaria e joalharia, pratas e jóias antigas de grande valor e variedade. Os trabalhos de joalharia são distintos e de execução artisticamente complexa, todos desenvolvidos nas próprias oficinas da casa Barreto & Gonçalves.

Decoração: Fachada actual resultante de projecto de alterações de 1914, sobre original de 1906, em ferro trabalhado e pintado a vermelho. Interior em Art Déco, de traço geométrico, com balcão, vitrines e portas em madeira, letreiro em vidro, lustre e pinturas de tecto, escada de caracol em ferro forjado pintado também a vermelho, data de 1941 (construtor: Timóteo Martins). O arco ao fundo da loja data da fundação da ourivesaria, os móveis são posteriores embora já muito antigos e alguns deles encontravam-se na sala do 1º andar, hoje desactivada. Da fachada apenas foram alteradas as portadas, em 2009, que eram as mesmas desde 1920.

História: A existência da Barreto & Gonçalves deve-se fundamentalmente ao bisavô de Joana Barreto Leitão, Alberto Tomás Barreto, apesar de terem sido sócio-fundador com Artur de Brito (pai do banqueiro e coleccionador Jorge de Brito) e Américo Gonçalves (notário em Almeirim e que apenas participou no acto da escritura). Depois de Alberto Barreto, a casa passou para os seus filhos, avô e tio-avô de Joana, mais tarde para a sua mãe, e desde 2006 está a cargo de Joana Barreto e de seu marido, Nuno Ruas Neto, que procuraram adaptar a casa ao mercado que, entretanto, mudou.

Desde cedo que a Barreto & Gonçalves ficou conhecida pelo restauro de peças, pela prata e pelas jóias antigas, muito por força do Comendador Américo Barreto, o tio-avô da proprietária, especialista em gemologia, conselheiro e avaliador de peças antigas, de objectos romanos a peças do século XVIII, também de arte sacra, que costumava ser consultado pelos principais museus do país, inclusive pelo Palácio Nacional da Ajuda. A casa continua a trabalhar com museus, sobretudo na área do restauro, consolidação e limpeza de peças, do MNAA ao Museu do Oriente. Manteve punção e marcou peças de 1926 a 1941, acabando por extinguir a marca em 1973. Fez peças originais e únicas, sobretudo peças de joalharia. Trabalha só com ouro, prata e pedras preciosas. Mantém oficina de restauro.

Curiosidades: Inicialmente, a ourivesaria era o prédio todo, loja no r/c e no 1º andar e no resto do prédio organizavam-se concertos, entre outros. O vizinho Gambrinus funcionava (hoje já menos por força da mudança de hábitos) como “parceiro” pois existia como que um glamour entre ambos: as pessoas que iam a uma já tinham passado pela outra, passeavam com as peças caras, os alfinetes, etc., mostravam-se, o que hoje é impossível. Além disso, hoje, as peças de decoração em prata já não têm a mesma procura, e faqueiros completos já não se vendem desde há vários anos.

As peças da Barreto & Gonçalves continuam a ser de origem portuguesa e, apesar da generalidade do trabalho de ourivesaria ser estandardizado, ainda é possível mandar fazer peças à mão, cinzeladas, pesadas e que demoram um ano inteiro a ser feitas, como é disso exemplo um belíssimo jarrão, um trabalho especial, é certo, mas de elevado gabarito. Continua a produzir peças novas ao gosto do cliente, basta para isso que haja uma ideia, um desenho. Dos desenhos antigos, realizados por artistas pintores e desenhadores de antanho, ao longo dos anos, a casa possui uma vasta base de dados.

Protecção: Consta do Inventário Municipal (nº 31.93) anexo ao PDM, e está inserida na Lisboa Pombalina classificada Conjunto de Interesse Público (2012)

Horário de funcionamento: Aberta de 2ª Feira a 5ª Feira das 10h às 13h, e das 15h às 19h. Às 6ª Feiras, das 10h às 17h.

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