Morada: Rua Áurea, nº 251

Telefone: 21 342 67 74

Fundador: José Joaquim Antunes Rebelo

Proprietários actuais: Rodrigo, Filipa Maria e Luísa Maria Sarmento, irmãos.

Artigos: Joalharia, ourivesaria e pratas, acessórios. Fabrico de réplicas de peças dos séculos XVII a XIX. Jóias de autor contemporâneas.

Decoração: O aspecto actual da loja resulta de uma remodelação de interiores em 1990. Tecto pombalino. Expositores vários com peças antigas e de colecção.

História: A casa foi fundada por José Joaquim Antunes Rebelo em 1870 e a família Sarmento entra na história da loja através de Wenceslau Sarmento, trisavô dos actuais proprietários, que ali entrou com empregado e que, mercê do seu esforço e dedicação, acabou como sócio, passando a firma a ser Rebelo & Sarmento. Com a morte do fundador, a ourivesaria fica apenas Ourivesaria Sarmento. Dos três filhos de Wenceslau Sarmento, que ali trabalhavam e brincavam, Artur, António e Constantino, só Artur seguiria o ramo, que se tornaria entendido em pedras preciosas, especialmente diamantes, artigo em que a ourivesaria passou a ser conhecida. Passada a fase da guerra, sobre a qual sempre se recusaram a fazer fortuna à custa dos refugiados, a loja sobre grandes transformações em termos do espaço, desaparecendo o seu aspecto de final de século. O projecto de arquitectura de Cassiano Branco, nos anos 40, dá um ar dos tempos à então pequena loja que ocupava o actual corredor de entrada da Ourivesaria Sarmento, com tectos abaulados e mobiliário Déco. Mais recentemente, a loja sobre novas obras, passando a contar com um amplo salão no espaço do antigo armazém e da oficina de pequenos consertos que ali havia, cujo tecto pombalino não deixa ninguém indiferente e onde costumavam expor dezenas de peças em simultâneo, com especial destaque para mais de uma dezena de móveis-faqueiro.

Protecção: Consta do Inventário Municipal (nº 48.121) anexo ao PDM e está inserida na Lisboa Pombalina classificada Conjunto de Interesse Público (2012)

Curiosidades: É gerida pela mesma família há seis gerações e foi das primeiras lojas a ter empregadas femininas a atender ao público, tal como a utilizar o cartão American Express, muito fruto do espírito empreendedor do pai de Rodrigo Sarmento. As suas montras são refeitas quinzenalmente. Rodrigo Wenceslau Castelo-Branco Sarmento, avaliador profissional e um dos três irmãos actuais proprietários da Ourivesaria Sarmento, lembra-se, tal como os seus antepassados, de brincar na loja (lembra-se de brincar aos soldadinhos com uma Torre de Belém em prata, entretanto vendida, que durante a Expo’98 voltou a ser exposta na ourivesaria, gentilmente cedida pelo comprador), e entrou no ofício quando tinha uma firma de artigos “nhc” (não há cá) para surf. Progressivamente, o gosto e a paixão pela ourivesaria haveriam de tomar a dianteira, porque estava predestinado ao ramo da ourivesaria, de tal maneira que passou a ser fervoroso coleccionador de tudo quanto fosse artigo de ourivesaria, joalharia e relojoaria, desde pequenos papéis como recibos e etiquetas, aos brindes que dantes se davam no acto da compra, aos estojos e caixas de antanho (os tais que agora custam uma exorbitância e são apenas fornecidos em encomendas de milhares de exemplares, incomportáveis para os tempos que correm – o seu artigo preferido é mesmo um pequeno estojo em madeira de raiz de nogueira, com o interior escavado, que talvez servisse de casulo a um relógio-jóia, dos anos 15 do século XX). Tem mesmo um pequeno museu, com peças provenientes de alfarrábios, leilões, feiras e de ourivesarias que entretanto fecharam e cujo espólio estava em risco de desaparecer.

Horário de funcionamento: Aberta de 2ª Feira a 6ª Feira das 10h às 19h. Aos Sábados, das 10h às 13h30.

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