A Casa Maciel (Rua da Misericórdia, nº 63-65) fabricava candeeiros e artigos de decoração, lanternas tradicionais e modernas, alugando também material para eventos.

Começou por fabricar candeeiros de petróleo, de azeite ou de óleo de baleia e era especializada em lanternas de carruagens. Forneceu os modelos de lanterna em ferro zincado que foram colocados nas ruas de Lisboa sob encomenda do Intendente de Pina Manique. A Casa Maciel forneceu também a Coroa Portuguesa e as Sés Catedrais de Portugal, bem como palácios, casas senhoriais e museus portugueses e além-fronteiras. Manteve-se na posse da mesma família desde há 7 gerações, tendo sido registada oficialmente em 1810, mas começando a laborar em 1798. Foi Rui Pragana quem criou durante a 2ª Guerra Mundial o sistema “bailarina” (forma de aquecer água sem usar fogo), que permitia a todas as famílias usufruírem de luz nas suas casas através do aproveitamento de desperdícios, como jornais e tecidos. A Casa Maciel fabricou durante 100 anos formas de bolos, por ex., para o Palácio de Queluz na última visita da rainha Isabel II a Portugal.

A crise, a falta de operários especializados e a adaptação das suas instalações a lobby do hotel em que se transformou o edifício que a albergava, ditaram o seu encerramento em Agosto de 2015.

Entretanto, 2017 trouxe com ele o renascer da Latoaria Maciel, na Rua da Boavista, nº 6. Boa sorte!

Fotos de Arquivo (© Artur Lourenço):

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