Morada: Rua do Carmo, nº 87-B

Telefone: 21 342 30 50

E-mail: joalhariadocarmo@gmail.com

Fundador: Alfredo Pinto da Cunha

Proprietário: Alfredo Sampaio

Artigos: Joalharia, ourivesaria e pratas, fabricação de filigrana.

Decoração: Fachada Art Déco, da autoria do arq. Manuel Norte Júnior (conforme consta da exposição “Lojas com História”, da CML),  com janela com asa de arco de cesto na sobreloja uma e ao centro um elemento escultórico em ferro representando um coração coroado envolto em ramos de louro, no interior mobiliário em mogno talhado, candeeiros em cristal Baccarat, paramentos revestidos por lambris de madeira a meia altura e expositores em madeira e vidro. O acesso à sobreloja de tecto em abóbada – escritório e espaço de exposições – é feito por umas escadas helicoidais em madeira.

Protecção: Consta do Inventário Municipal (nº 27.10D) anexo ao PDM e está inserida na Lisboa Pombalina classificada Conjunto de Interesse Público (2012) e na lista das lojas classificadas pelo Programa Lojas com História (2017)

História: A história desta casa começa com a aquisição da joalharia Raúl Pereira e Companhia em Lisboa pelo Sr. Alfredo Pinto da Cunha, ourives no Porto, tio-padrinho do actual proprietário, Alfredo Sampaio. A loja passou a designar-se Joalharia do Carmo, registando o respectivo logótipo em forma de coração, que passou a ostentar na fachada pré-existente. Nesta casa passariam a trabalhar o irmão do fundador, Gabriel, e Alberto Vieira de Sampaio, cunhado de Alfredo Pinto da Cunha e pai de Alfredo Sampaio, que acabou mais tarde por adquirir as quotas dos sócios. Esta casa mantém-se, assim, há 91 anos, sempre na mesma família, no mesmo ramo de negócio, com a mesma decoração, a mesma qualidade de artigos e a servir bem os clientes.

Curiosidades: Ao início, o negócio da Joalharia do Carmo estava centrado na prata decorativa e as jóias, numa altura em que nos casamentos se ofereciam baixelas de pratas, que atingiam mais de 200kg de prata (salvas, pratos cobertos, faqueiros, etc.) e se expunham em orgulhosas corbeilles, e era comum venderem-se estojos com conjunto de colar, brincos, anel e alfinete com safiras, rubis e brilhantes.

Hoje é a filigrana, a tradicional e artesanal filigrana – Alfredo Sampaio faz questão em que a casa, salvo raras e inquestionáveis excepções, só venda artigos portugueses -, o artigo mais procurado pelos clientes da cada, desde logo pelos estrangeiros, que são grande parte deles, apesar da casa manter clientes de longa data, alguns deles hoje amigos de Alfredo Sampaio, como aquela senhora já de idade avançada, com quem faz questão de almoçar semanalmente e ir ao teatro.

Foi por milagre que a Joalharia do Carmo não sofreu nenhuma beliscadura com o incêndio do Chiado, apesar dos bombeiros nessa ocasião terem impedido Alfredo Sampaio de entrar na joalharia, pedindo-lhe que provasse que era o dono da mesma, ao que respondeu “porque tenho a chave”. Tanta ou mais sorte teve a casa por alturas das obras do Metropolitano, quando a sua caixa-forte foi esburacada por uma broca, desde as ruínas do Carmo, que despejou cimento líquido por todo o lado, e não fora o alerta rápido e haveria cimento já sólido até ao tecto.

Horário de funcionamento: Aberta de 2ª Feira a Sábado das 10h às 19h.

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