Morada: Rua da Escola Politécnica, nº 12-14

Telefones: 21 346 59 45/ 343 14 55

Sítio: http://principereal.com/

E-mailroyalprince@sapo.pt

Fundador: Maria Cristina Martins Gomes de Castro

Proprietário actual:  Vítor Castro

Artigos: Enxovais. Almofadas, capas de edredon, jogos de cama, piqué, fustão, adamascados, organzas, algodões, linhos, bordados e rendas artísticas, presentes, babetes, camisas de noite, toalhas de mesa, jogos individuais, centros de mesa, guardanapos, toalhetes, colchas, lenços, letras bordadas, vestidos de baptizado.

Decoração: Decoração de armários e expositores de madeira, em tons claros, com ferragens da vizinha Casa Achilles. Na montra, reclame “Príncipe Real” a néons. A loja exactamente na mesma desde a sua inauguração, tecto incluído, tudo à excepção do chão, que teve de ser substituído.

Protecção: Consta do Inventário Municipal (nº 46.77) anexo ao PDM.

Curiosidades: A Príncipe Real abriu dois dias antes da data inicialmente prevista, Sábado em vez de 2ª Feira, devido à insistência de distintos passeantes que, regressados de uma noite de ópera em São Carlos e a caminho de casa, ficaram extasiados pela beleza e qualidade dos artigos que estavam a ser colocados na montra por Maria Cristina de Castro, “exigindo” a sua abertura imediata, esgotando-se logo ali todos os artigos, mas com a especial condição de que os artigos só seriam entregues dali por duas semanas, a fim garantir a grande estreia da loja e um novo fornecimento de artigos.

Maria Cristina de Castro aprendeu rendas de bilros em Peniche, terra de sua mãe e onde passava férias. Começou a trazer para vender em Lisboa as rendas que fazia e as rendas de várias rendilheiras de Peniche. O sucesso foi tanto que, graças a várias clientes e amigas, a começar por Amália Rodrigues, que vivia perto, começaram a pedir-lhe que aplicasse as rendas em toalhas de mesas e em jogos de cama, o negócio estava lançado.

D. Gertrudes é actualmente a única bordadora-desenhadora a trabalhar na própria loja (“faz tudo”, como diz o Sr. Vítor Castro), mas há 24 anos, quando decidiu responder a um anúncio de jornal e e começar a trabalhar para a Príncipe Real, eram 5 e antes tinham sido mais (chegaram a ser 200 bordadoras, divididas pela loja, pela casa da D. Maria Cristina, na Rua de São Marçal, onde chegavam a trabalhar 30 bordadoras) e pela casa do filho, Vítor: Umas eram especializadas em fazer bainhas, outras em bordados, algumas morreram e outras reformaram-se. D. Gertrudes lembra-se do tempo em que era vulgar os clientes encomendarem enxovais completos, hoje limitam-se a comprar peças avulso, lençõs, toalhas, naperons. Recorda muitos clientes fiéis, sobretudo estrangeiros, havendo uma cliente francesa, em particular, que há tempos lhe contou que costuma colocar na mesa os guardanapos bordados de linho, que compra na Príncipe Real, com um outro gaurdanapo em papel por dentro, avisando os comensais para se usarem do em papel porque as marcas de bâton costumam ser difíceis de lavar.

A loja Príncipe Real Enxovais conta com várias famílias reais na sua lista impressionante de clientes (casas reais da Bélgica, da Espanha, de Inglaterra, tal como estrelas de Hollywood, magnates e políticos, entre os quais a família Kennedy) a maior parte deles sabendo exactamente o que querem comprar, em muito devido à informação do site. Os bordados da Madeira e do resto do país são 100% produto da arte das bordadoras.

O grande desejo de Vítor Castro é perpetuar o nome de sua mãe por muitos anos e que a minha filha possa continuar o negócio da loja.

Horário de funcionamento: Aberta de 2ª Feira a 6ª Feira das 9h às 19h. Aos Sábados, das 9h às 13h.

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