A Franjarte era uma loja de vão-de-escada (na realidade uma das últimas) bem bonita e histórica, que vendia galões, franjas, borlas, cordões e puxadores em fio de prata, ouro ou de seda, ou outro tipo de adorno para peça de vestuário (xailes, por exemplo), de cortinado, de mobiliário (dosséis, maples, etc.) e outros. Era um prazer visitar esta pequena loja e conversar com a simpaticíssima e dinâmica D. Custódia Pinto, sua gerente.
Estava abrangida pelo Plano de Pormenor de Salvaguarda da Baixa Pombalina (2011), mas foi como se não estivesse.m a indicação que seria para o ramo que foi e é: passamanarias.
Ao longo das suas sete décadas de existência, a Franjarte teve um vastíssimo leque de clientes no país e no resto do mundo, do mais humilde ao mais endinheirado, e muitas são as histórias e os postais de clientes da Europa e Américas à Oceânia e ao Japão, que a loja mantinha em exposição.
Fechou no início de Maio de 2026, por pressão do senhorio. Mais uma péssima notícia para a cidade de Lisboa.
Fotos de © Artur Lourenço




